Desde a idade Média, havia nos Alpes Austríacos do Tirol, uma raça de cavalos de porte médio de grande resistência e extrema docilidade: o HAFLINGER. Era um animal de trabalho, puxando pesadas cargas auxiliando os moradores das regiões alpinas nas árduas tarefas de cultivo e na locomoção para lugares distantes e de difícil acesso, nas mais adversas condições climáticas.
No final do século XIX, a criação dos HAFLINGER entra em uma nova fase com o nascimento de um garanhão – Folie – filho de uma meio sangue árabe e de uma égua nobre da região. Os descendentes de Folie já apresentavam o atraente exterior dos HAFLINGER modernos: crina e cauda brancas, longas e fartas e pelagem alazã dourada escura e clara. Hoje, o HAFLINGER encontra-se disseminado pelos cinco continentes demonstrando a grande adaptabilidade da raça aos climas mais inóspitos.
A grande versatilidade do HAFLINGER e o seu excelente temperamento garante a esta raça um lugar de destaque nas preferências dos amantes dos esportes eqüestres.

Em 1974, os primeiros HAFLINGER pisavam em solo brasileiro - cinco éguas, quatro potros nascidos na viagem e um garanhão - graças ao entusiasmo do também austríaco Emil Ritz. Desde então, tem-se investido em um aprimoramento contínuo da raça, com sucessivas importações de material genético acompanhando as tendências mundiais da raça.

Raça: Avelignese (Haflinger)
Local de Origem: Itália (Avelengo in Val Venosta)
Área de difusão geográfica: Itália (além do Alto Adige é criado um pouco por todo o lado, mesmo na Sardenha e na Sicília), Alemanha, Áustria e Suíça (Thun e San Gallo). Assinala-se a sua criação nos cinco continentes e em 31 nações; em Itália contam-se 12.500 exemplares dos quais 5751 na zona de origem; na Baviera e na Áustria é criado com o nome de Haflinger (tradução alemã de Avelignese).
Ferro: A fogo e registado, com a forma de uma edelweiss tendo ao centro oHI para Itália ou H para Áustria.

Aptidões: Tiro médio pesado, trabalhos agrícolas, sela, carga.

Qualidades: resistente à fadiga e desconforto, robusto, frugal.
Temperamento: Dócil, calmo, de toda a confiança.
Conformação: Pônei do tipo mesomorfo, os machos têm 1,30-1,42 m de altura ao garrote, e as fêmeas 1,28-1,40 m; o peso médio é de cerca de 450 Kg. De pelagem é geralmente um magnífico alazão, de preferência dourado, com topete, crina e cauda de tom mais claro; é vulgar uma frente aberta; calças nas pernas não tem tendência a ser extensas. A cabeça é bastante leve, limpa e expressiva, com perfil levemente côncavo, testa larga, topete cheio, olhos grandes, orelhas curtas e móveis, lábios finos, e o sulco entre as mandíbulas aberto e bem definido. O pescoço, musculoso, largo na base e afilado, é bem unido, com crina atraente; o garrote é moderadamente proeminente, magro e bastante amplo, o dorso é largo, curto e geralmente horizontal (por vezes levemente côncavo), os rins são curtos, arredondados e razoavelmente largos (de preferência separados), a garupa é muito musculosa e moderadamente inclinada, a cauda, de baixa inserção, é comprida e ondulante, o peito cheio e musculoso, alto e vasto, o tórax profundo, com costelas bem curvadas, o abdômen bem formado e recolhido e a espádua bem angulada, musculosa e bem unida. As pernas são curtas, com articulações largas e fortes, antebraço forte, coxas musculosas, curvilhões nítidos e direitos, canelas curtas e limpas, quartelas curtas e casco bem formado, saio e rijo; bom aprumo natural.
História: Pouco se sabe sobre as origens mais remotas desta raça antiga, mas sua história remonta à Idade Média. Parece derivar de um garanhão enviado do reino da Borgonha por Luís IV da Baviera, como presente para seu filho, o margrave Luís de Brandeburgo por ocasião de seu casamento com a princesa Margarida Maultasch do Tirol, em 1342; pensa-se que esse garanhão terá dado a vida a um cavalo pequeno e robusto, não muito diferente do atual Avelignese. Outra possibilidade é a de descender de cavalos abandonados nos vales do Tirol pelos ostrogodos que fugiam as tropas bizantinas após a rendição de Conza (555 a.C.); isto explicaria a elevada percentagem de sangue árabe no Avelignese. A primeira teoria parece ser a mais verossímil, principalmente porque um documento da época revela a existência a sul dos Alpes de uma raça eqüina leve semelhante a oriental, adequada tanto a tiro como a sela; é desse cavalo com cruzamentos apropriados, que terão sito estabelecidas as características da atual raça. A influencia árabe no Avelignese foi reforçada mais recentemente com a introdução de mais sangue oriental em meados do século XIX. O verdadeiro fundador da raça foi o garanhão Folie, registrado com o número 249, nascido em Val Venosta em 1874 de uma égua local e do garanhão árabe El Bedavi XXII, registrado com o número 133. O formato da cabeça do Avelignese mostra claramente as suas origens árabes. Dado este pônei ter uma caráter de toda a confiança é a montada ideal para crianças e principiantes, mostrando-se igualmente adequado a turismo eqüestre em terreno montanhoso.
Fonte: Acervo particular da Fazenda Ideall
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